PALETE: HISTÓRIA E EVOLUÇÃO

HISTÓRICO

Não existem registros precisos sobre a origem dos paletes, até porque, o princípio da utilização mesmo que de forma empírica sempre esteve presente nas atividades comerciais. Com certeza, o palete, na forma como hoje é definido tenha seus primeiros registros como surgimento das primeiras empilhadeiras, muito embora pode-se encontrar citações que a paletização começou nos Estados Unidos em 1925, bem como, de que tenha surgido nesta época, no norte da Europa.

Os primeiros paletes, tiveram sua aplicação no transporte marítimo, na forma de estrado para a agilização das operações de estiva.

Encontramos registros concretos do surgimento de palete como unidade de distribuição intermodal, de um lado pela “USA – FORCE” durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) utilizou 6.000 empilhadeiras e 6 milhões de paletes. Talvez por essa razão tenha sido introduzida a primeira empilhadeira na França em 1944 através das tropas aliadas quando do desembarque nas Costas Normandas. Outros registros indicam também que a medida 1.200 x 1.000 tenha sido introduzida na Noruega, nesta mesma oportunidade.

No entanto, o que menos importa é quando e onde surgiu, mas porque e para que surgiu o palete. Assim vamos tomar como ponto de partida a 2ª Guerra Mundial – 1945, pois nesta oportunidade o palete foi utilizado na sua aplicação plena de distribuição intermodal. Imediatamente o termo palete ficou conhecido nas principais línguas:

  • ● Frances – PALLETTE
  • ● Ingles – PALLET
  • ● Italiano – PALETTA
  • ● Alemão – PALLETEN
  • Historicamente, logo ao final da 2ª Guerra Mundial, o transporte de carga na Europa era predominado pelo modal ferroviário, sendo uma das companhias melhor estruturada a francesa: SNCF (Service Internacional de Chemins Ferm) que em 1950 instituiu o primeiro “pool” de paletes, tendo adotado a dimensão 800 x 1.200 que era o sub-múltiplo de melhor aproveitamento dos veículos ferroviários. Imediatamente companhias férreas da Suíça, Suécia, Holanda, etc., também introduziram o palete 800 x 1.200, e foi formado em 1952, o primeiro “pool” internacional de paletes. Curiosamente, a Alemanha (DeusTsche Bundesbahn – Cia Ferroviária da RFA) em 1951, optou pelo palete 1.000 x 1.200, vindo a normalizar a dimensão 800 x 1.200 apenas em 1960, uma vez que já se estudava a formação da V.I.C. Union Internacional de Chemins de Fer, o que ocorreu em 1901, constituída por 19 países, sendo então consagrado o palete EUR 800 x 1.200.

    Simultaneamente ao mesmo período histórico, nos EUA, a tendência consolidava o palete 1.000 x 1.200 até que na década de 60, o container marítimo (Freight Container) revolucionou o conceito de movimentação de cargas, alargando as fronteiras da padronização, uma vez que o container seria operado em sistema “door-to-door”, ou seja, seria internado nos países de destino. (container – Série 1, é normalizado pela ISSO – International Standards Organization).

    A partir de 1964 nos EUA, se deu início um intensivo programa visando a criação de cargas unitárias intermodais que satisfizessem a maioria das áreas econômicas, nas suas múltiplas e diversas cadeias de distribuição 1972. Assim, em 1965 a ANSI – American National Standards Institute integra a ISO na Comissão Técnica TC-122 e inicia estudos para a normalização da unidade de carga, publicando em 1972, a norma MH 10.1 Unit Load for Dimensioning (Transport – Package Sizes) e a norma MH 10.2 (Transport – Package Sizes), ambas revisadas e consolidadas em uma única referencia , em 1980, gerando a MH 10.1M – 1980.

    Elas cobrem 5 medidas para unidade de carga (paletes) com base no container marítimo, nos caminhões e nos vagões ferroviários dos EUA, dentre os quais o formado 1.000 x 1.200, e introduzido como proposta o formato 1.100 x 1.100, este ultimo como base unicamente no aproveitamento do container ISO – Série 1, e na simulação de formação de cargas para diferentes formatos de embalagens de transporte.

    Nesta oportunidade a “National Wooden Pallet & Contanier Association” indicava que 32% dos paletes produzidos nos EUA foram no formato de 1.000 x 1.200. Nove outros formatos compreendiam de 1% a 5% do total e 20%, sendo que os restantes 48% compreendiam centenas de outros formatos.

    A ANSI entendia naquela oportunidade deque o palete 1.100 x 1.100 poderia cobrir estas necessidades, reduzindo drasticamente a quantidade de formatos. O mesmo ocorreu na Austrália, onde através da “Standards Associations of Australia” em 1976 foi publicada a norma “Flat Pallets for Materials Handling – 1.100 x 1.100 for use in ISO – Série 1 Fright Contaniers.

    Os estudos da ANSI indicaram que o palete 1.100 x 1.100 era o formato do futuro, com base em que os ofereci melhor aproveitamento do container ISO – Série 1 com 93,2% de utilização da superfície contra 92,5% para o palete 1.000 x 1.200, além de que o formato 1.100 x 1.000 possuindo área apenas 1% (1,21 m²) superior ao palete (1.000 x 1.200), oferecia uma maior combinação de arranjo de embalagem (357) do que este último formato (161).

    No Brasil, a historia do palete é mais recente, trazida de uma lado pelas indústrias automobilísticas americanas e de outro lado pelos supermercados de origem na França, foi introduzido no final da década de 60 e inicio da década de 70, praticamente permaneceu em estagnação até por volta do inicio dos anos 80, quando foi estabelecida a norma da ABNT – NBR 8252 (Nov/1983).

    Na mesma época, quando pouco ainda se falava em palete como elemento de distribuição, e os equipamentos de movimentação experimentaram maior avanço tecnológico oferecendo melhores opções para a mecanização, e que os técnicos brasileiros (poucos) tomaram conhecimento da norma ANSI – MH 101.2 aqui divulgada pelo IPT – Núcleo de Embalagem.

    A divulgação do palete 1.100 x 1.100 acabou por influenciar alguns setores da economia e da comunidade técnica (pequena), o que distorceu a evolução dos fatos naturais conforme ocorreu nos outros países onde o palete se desenvolveu. Isto porque o IPT – Núcleo Embalagem superestimou o fato apresentado pela vantagem de arranjos de embalagem apresentada pelo palete 1.100 x 1.100, deixando de enfocar de forma explícita o “como” e “porque” deste formato, bem como, deixando de dar subsidio da evolução do palete na Europa. Tal fato levou muitas empresas e profissionais a entenderem se este o formato ideal.

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